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terça-feira, fevereiro 12, 2008

OS NÚMEROS DA NOSSA VERGONHA

Fez ontem um ano que abracei uma causa à qual me entreguei de alma e coração, porque estava em causa a defesa da vida humana, a defesa de seres a quem lhes queriam tirar o direito à vida, o direito a terem um futuro.

Ontem como hoje, continuo a pensar que a vida humana não tem preço nem razões "superiores" que a possam erradicar, como se se tratasse de um traço de lápis numa folha em branco feita na hora e local errado e que se possa "apagar" com uma borracha e que nada de especial aconteceu.

Pelo contrário, sinto angústia quando leio que no ano passado foram feitas 7000 interrupções não voluntárias mas sim coercivas da gravidez, coercivamente feitas sobre seres indefesos que não pediram para viver mas que a partir do momento em que foram gerados, mereciam ter todas as chances , todo o respeito, todo o amor para nascerem e terem uma oportunidade.

Choro por eles, choro por nós que o consentimos, choro por uma geração que está a viver sem saber dar valor à vida humana.

Ontem passou um ano sobre uma data que me marcou profundamente, mas pelo pior sentido.

Estou de luto há um ano... Continuarei de luto, com a minha alma dilacerada pela dor daqueles que irão continuar a morrer "legalmente", em nome de uma pseudo modernidade.

2 comentários:

Ka disse...

Knoppix,

Nem imaginas como é bom não me sentir sózinha nesse estado de espírito!!

Beijinho grande :)

ps - Pois é já faz um ano que começaram as nossas visitas recíprocas...o tempo passa!

ps2 - Estive lá e bem procurei, estavas muito bem disfarçado...hehe
combinamos então que quando fores rever novamente eu "colo-me" e vou também, pode ser?

ps3 - Deliciosos e muito apropriados os morangos para este tempo primaveril, obrigada :)

ps4 - (acho que nunca fiz um comentário com tantos ps's...lol) n tens nenhum mail público?

Kok disse...

Olá pah!
Neste tema sinto-me (digamos) confuso porque não me parece que seja tão linear assim. Pelo menos para mim.
Sabendo que não é correcto, não sei as razões das opções que as pessoas tomam, mas estou convencido do seguinte: tivessem as pessoas (ou sentissem que tinham), condições de cidadania plena certamente não se sentiriam compelidas a solicitarem uma interrupção de gravidez; e nessa cidadania plena não existiriam tantas adolescentes grávidas nem tantas crianças abandonadas/deixadas sós em casa enquanto quem lhes deve assistência foi... ali (?)nem crianças a sofrerem abusos e maus tratos, dos mais diversos.
Mas, como eu disse, para mim este assunto não é linear; como já li algures: a vida não é directa; é cheia de encruzilhadas...!
Akele abraço, pah!

ps.: nesta como noutras questões o cerne da questão não está no acto. Está nos factos e nas razões/motivos que o provocam!