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quarta-feira, janeiro 31, 2007

A CULPA FOI DO CONTRACEPTIVO...

Torna-se cansativo ouvir os defensores do "sim" a falar das falhas dos métodos contraceptivos. É claro que eles falham, toda a gente sabe disso. É precisamente por toda a gente saber disso que esse deixa de ser um argumento válido.

Imagine que vai a uma ervanária e pede um creme para a celulite. A proprietária da ervanária diz-lhe "tenho aqui um creme óptimo que funciona em 99% dos casos, mas tenha cuidado porque existe uma pequena percentagem de provocar alergia". Você pensa "vale a pena correr o risco" e vai para casa experimentar. Azar dos azares, provocou a alergia. Quem assume a responsabilidade pela alergia? A proprietária da ervanária, a empresa que fabricou o creme, ou você, que sabia que poderia provocar alergia mas mesmo assim correu o risco?

O mesmo se passa com os métodos contraceptivos. Se nós sabemos que há riscos e mesmo assim os usamos, teremos então de assumir as consequências desses riscos. É claro que neste caso não é uma alergia. É um filho. Mas sabe: a alergia é uma doença. Um filho é uma benção.

Se mesmo assim este argumento não lhe serve pense o seguinte:
1. Se não confia totalmente na pílula ou no DIU use também o preservativo. As probabilidades de engravidar passam a ser de 1/10000.
2. Se está a tomar antibióticos juntamente com a pílula, use o preservativo.
3. Se o preservativo rompeu tome a pílula do dia seguinte.
4. Se o seu parceiro se nega a usar preservativo ou não o pode fazer, use um diafragma ou um preservativo feminino.

Acima de tudo, você é uma pessoa consciente dos seus actos e dos riscos que corre e, portanto, deve assumir as consequências desses riscos. Não existe liberdade de escolha sem existir responsabilidade pelos nossos actos. Não temos apenas direitos. também temos deveres.


Texto retirado do Blog Direito a Viver

OS NÃO DESEJADOS NÃO MERECEM VIVER?

É uma crueldade fazer nascer uma criança que não é desejada. Um filho só deve nascer se é desejado e amado. Se uma mulher grávida não deseja o filho já concebido, mas não nascido, deve ter a liberdade de optar pelo aborto.

Este argumento tem sido usado até à exaustão por muitos defensores do SIM. E fazem-no dando-lhe o ar enternecedor de quem "só quer o bem das crianças". Se o embrião falasse, decerto dasabafaria: "Com amigos assim, não preciso de inimigos".
Este argumento não se limita a ser falso. Também é cínico. E hipócrita.
O valor da vida de um "outro", qualquer que seja, não depende, em nada, de quanto eu o "desejo" ou "amo". Esta lógica deixa à vista um retorcido egoísmo. O que mais há por aí são filhos "indesejados", muito contentes e felizes da vida. Porque nasceram, mesmo sem terem sido planeados, desejados ou amados. Nasceram, cresceram, fizeram-se à vida e tiveram muitos filhinhos. E foram felizes. Ou não. Como todos.

Isto não tem, obviamente, nada a ver com a mais que reconhecida legitimidade e necessidade de um planeamento familiar responsável. Mas esse planeamento faz-se a montante da concepção. Como a própria expressão indica. Às vezes os planos falham? É verdade. Mas como em muitos outros sectores da nossa vida, a solução não passa por fingir que não aconteceu nada e seguir adiante. A liberdade não existe sem responsabilidade. Ou entendemos que no que se refere aos filhos concebidos não há responsabilidades que assumir?

Texto retirado do Blog RAZÕES DO NÃO

OPÇÃO CRUEL

Ambas as vidas são importantes, ambas as vidas se completam, ambas as vidas podem ter um futuro risonho.
Basta dizer Não ao Aborto.

Cartaz retirado do Movimento Algarve pela Vida

terça-feira, janeiro 30, 2007

O ABORTO FAZ-SE EM COISAS HUMANAS, NÃO EM FETOS...

Quem viu ontem o Programa da RTP1 "Prós e Contras", assistiu a esta pérola de Lídia Jorge: as mulheres até às 10 semanas de gestação não estão grávidas de fetos humanos mas sim de coisas humanas...
Como coisas que são, podem dispor delas, afinal uma coisa não é uma pessoa e vice-versa...
Será com argumentos brilhantes como este, que o SIM espera vencer? Ou será que já usa este argumento imbecil em desespero de causa?
Os defensores do SIM sabem que o tempo trabalha contra eles e à medida que os dias passam, perdem votos... Mas daí a chamarem aos fetos "coisas humanas", não lembrava a ninguém!

Do Blog A minha vida é um dom, não resisti a tirar estes excertos:


Lídia Jorge, Lídia Jorge...
Aposto que já se deu conta da sua enorme gaffe, afinal, a senhora um dia também foi uma "coisa humana" ou um "feto humano"?
Qual a definição mais adequada à sua pessoa?

AS RAZÕES DO MEU "NÃO"

Dia 11 de Fevereiro, irei votar "NÃO", à pergunta que vai ser formulada aos Portugueses, feita com o recurso a uma linguagem dúbia, confusa e que permite que as pessoas menos informadas nem sequer saibam aquilo a que estão a responder.

Fixar as 10 semanas de gestação, como a barreira para a admissibilidade nua e crua do Aborto, em Portugal, a pedido da mulher, só pode merecer o meu repúdio, por partir da premissa que, por qualquer motivo ou sem ele, o Aborto passe a ser uma rotina ou algo "normal", no dia-a-dia dos Hospitais Portugueses, que se debatem com Listas de Espera extensas, falta de meios humanos e técnicos e terão de arranjar "espaço e tempo" para destruirem vidas inocentes, a pedido...

Eu defendo o "NÃO", porque a VIDA é um valor que não tem preço e tem de ser defendido, não se pode filosoficamente dizer que a VIDA só existe a partir do momento "x" ou "y"; a VIDA é um processo que se inicia com a fecundação do óvulo e que só termina com a morte do ser vivo.
A VIDA não pode friamente ser compartimentada, considerando-se que a mesma só mereça a tutela jurídica a partir de determinado momento (pretendem que esse momento passe a ser as 10 semanas de gestação).

Os defensores do SIM argumentam que a pergunta do Referendo parte das 10 semanas de gestação, porque "estudos" apontam que a maior parte dos Abortos (cerca de 70%) ocorrem até essa altura e se o Aborto for liberalizado até esse período temporal, combate-se o aborto clandestino e dá-se a oportunidade de a mulher não correr riscos com a sua saúde, fazendo a I.V.G. num estabelecimento de saúde, com todas as condições...

Este argumento é errado e tremendamente egoista, uma vez que só abarca um dos lados da questão e não defende a vida intra-uterina, como vida autónoma do corpo da mulher bem como não resolve o problema do aborto, atacando a sua génese, as suas causas.

Despenalizar o Aborto até às 10 semanas, é adiar o problema, porque não o resolverá, pelo contrário, nos países onde o mesmo foi liberalizado, o Aborto aumentou exponencialmente.

Se a despenalização é a solução, qualquer dia também teremos um Referendo para despenalizar o consumo das drogas, argumentando que assim se resolve o problema do tráfico...

O Aborto representa o fim provocado da vida de um feto, tão simples como isso.

O que vai estar em causa neste Referendo, não é uma "interrupção voluntária da gravidez" mas sim o "termo voluntário da gravidez a pedido da mulher".

A mulher não está a dispor do seu próprio corpo, porque o feto não é uma mera extensão do corpo da mulher, a mulher quando decide abortar, não está a dispor do seu corpo, mas do corpo de um outro ser vivo; isso ninguém pode refutar, porque é um facto indesmentível.

Outra falsa questão, muito esgrimida pelos defensores do SIM, é que a descriminalização do Aborto é a forma de evitar que as mulheres continuem a ir para a prisão, sujeitas ao vexame de um julgamento e à exposição pública da sua vida.

Este argumento do SIM é falacioso, uma vez que se o aborto se realizar a partir das 10 semanas, continuará a constituir um crime e como tal, nada se altera nesse sentido, com este Referendo.
Também gostaria que os defensores do SIM me dissessem quantas mulheres estão ou estiveram na prisão, por terem feito um Aborto...

Eles esquecem-se que a culpa é um factor determinante na atribuição da pena e que existem causas que excluem a ilicitude do acto... Se calhar não convém dizer à Opinião Pública que nas prisões portuguesas não se encontra nenhuma mulher por ter cometido um Aborto até às 10 semanas de gestação...

Isso não impede que o Aborto seja um acto ilícito, porque rouba a vida a um ser vivo, sendo por isso em si mesmo condenável e merecendo a reprovação da generalidade das pessoas.; a sua eventual despenalização, caso o SIM saia vencedor, tendencialmente tornará o Aborto um acto "normal", perderá a sua carga negativa e com isso o efeito dissuasor que obsta à sua prática.

Também constitui um facto indesmentível que a liberalização do aborto provocou o seu aumento brutal, nos países em que o mesmo teve lugar: as estatísticas demonstram isso mesmo, basta ver, por exemplo, o que sucede na vizinha Espanha, na Inglaterra ou nos Estados Unidos da América...

Portugal é um país que tem assistido a quebras sucessivas na taxa de natalidade nos últimos 30 anos e não estou a ver o nosso país, caso o SIM seja vencedor e a quebra nos nascimentos continue a aumentar, a seguir o exemplo da Alemanha, que tenta combater a baixa natalidade oferecendo 25.000 euros por cada filho que os casais decidam ter)...

Estima-se que ano passado, tenham sido feitos mais de 16.000 abortos em Portugal... 16.000 vidas humanas a quem não foi dada uma oportunidade, um futuro...
As pessoas mobilizam-se e ficam chocadas, quando nos noticiários passam notícias de maus tratos a menores... Mas esquecem-se da brutalidade que preside a cada Aborto que se faz em Portugal, se calhar porque são vítimas sem rosto, sem nome, sem memórias...

Regra geral, no Aborto existem sempre duas vítimas... Uma que sobrevive e outra que morre...
Desde 1998, o Aborto Clandestino matou 4 mulheres em Portugal: é dramático isso ter acontecido, mas mais dramático é saber que nesse mesmo período temporal, estima-se terem morrido em Portugal entre 12.000 a 16.000 fetos, por ano... Façam as contas...

Caso o SIM vença, o Aborto poderá ser feito a pedido da mulher, até às 10 semanas de gestação; será que queremos tornar os nossos hospitais em matadouros de fetos, em que se façam Abortos em série, como um normal acto médico?
Este cenário já mereceu o repúdio de muitos médicos, que afirmaram que caso o SIM vença, pura e simplesmente se recusarão a praticar Abortos, excepto nos casos excepcionais previstos pelo seu Código Deontológico, alegando razões éticas.

Liberalizar o Aborto não é resolver o seu problema. Esse é o caminho mais fácil e o que menos trabalho custa a fazer.
A luta contra o Aborto Clandestino é uma questão de Saúde Pública, liberalizar o Aborto é demitir o Estado das suas responsabilidades nesse campo, porque não combate as causas do Aborto: mais e melhor educação sexual, maior informação e acesso a métodos de contracepção, existência de gabinetes de planeamento familiar em todos os Centros de Saúde com pessoas devidamente formadas nessa área, apoio à Maternidade e à Infância, menor burocracia nos processos de Adopção, seriam alguns dos aspectos a merecer atenção no combate e repressão do Aborto.

Dia 11 de Fevereiro, podemos dar o primeiro passo nesse caminho, ao defendermos a vida intra-uterina, podemos fazer de Portugal um país pioneiro na defesa das suas Mães e das suas Crianças...

Simplesmente basta dizer NÃO ao Aborto...

domingo, janeiro 28, 2007

MARCHA PELO "NÃO" MOBILIZOU MAIS DE 2.000 PESSOAS




Duas mil pessoas iniciaram às 14h00 de hoje, em Lisboa, uma marcha entre a Maternidade Alfredo da Costa e a Fonte Luminosa, na Alameda D. Afonso Henriques, em defesa do "não" no referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. A denominada "Caminhada pela Vida" é encabeçada por figuras públicas como o presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, os ex-ministros das Finanças Ernâni Lopes e Bagão Félix, a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa Maria José Nogueira Pinto e a fadista Kátia Guerreiro. Os manifestantes, que a polícia estima serem cerca de dois mil, empunham bandeiras cor-de-rosa e cartazes com apelos ao "não" no referendo de 11 de Fevereiro. "Caminhada pela Vida" dividida em sete fases A "Caminhada pela Vida" até à Fonte Luminosa percorre um trajecto dividido em sete fases, que pretendem simbolizar cada uma das etapas da vida. Os manifestantes entoam palavras de ordem como "A vida é bela, não podemos dar cabo dela" ou "Abortar por opção quando bate um coração, não".

Notícia retirada do Site PÚBLICO.PT

COMENTÁRIO: este número de 2.000 pessoas, peca por escasso, face às imagens da Caminhada pela Vida e de acordo com as pessoas que assistiram a esta demonstração da mobilização que os Movimentos pelo NÃO conseguem ter.

No Blog PELA VIDA, podemos ver outros números, mais verdadeiros e por isso mesmo mais incómodos para os defensores do SIM; passo a transcrever o que lá vem relatado:

"
Segundo a organização, estiveram presentes 25 mil pessoas.
Segundo a Polícia, foram 12 mil manifestantes.
Aguardamos os números - bem calculados, a olho e tudo...! - do Bloco de Esquerda e afins."

LIBERALIZAÇÃO DO ABORTO? NÃO!

Em Portugal o aborto é legal:
- até às 12 semanas, por indicação médica, para salvaguardar a saúde física ou psíquica da mãe;
- até às 16 semanas, quando a gravidez resultou de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual;
- até às 24 semanas, quando houver razões para crer que a criança venha a nascer com doença grave, deficiência
ou má formação congénita;
- em todo o tempo, quando a gravidez coloca em risco a vida ou a saúde da mãe.
Nada disto está em causa neste referendo. O que se pretende não é ‘acrescentar alíneas’ à actual lei penal, mas
permitir o aborto sem qualquer restrição até às dez semanas. Da despenalização em certos casos, passar-se-á ao aborto a pedido.
Aborto a pedido até às 10 semanas? Só porque se quer?
LIBERALIZAR O ABORTO? NÃO!

Texto retirado do Site do Movimento Cívico «LIBERALIZAÇÃO DO ABORTO?NÃO!»

LIBERALIZAR O ABORTO É «INCONSTITUCIONAL»

O constitucionalista Jorge Miranda defendeu esta sexta-feira que a pergunta do referendo de 11 de Fevereiro visa a liberalização e não a despenalização do aborto, considerando que uma futura lei nesse sentido violará a Constituição da República, refere a Lusa.

«Na lei de 1984 há um ponderação de valores entre a vida humana e o direito à saúde e dignidade da mulher. Aqui não há nenhuma realidade constitucionalmente admissível que justifique pôr em causa a vida humana», afirmou Jorge Miranda, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), onde foi apresentado um grupo de 42 professores de Direito de várias universidades do país que defendem o «não» no referendo sobre aborto.

Questionado se, em caso de vitória do «sim», a legislação futura violará a Constituição, Jorge Miranda respondeu afirmativamente.

«Entendo que sim», disse, lembrando que a Constituição da República refere, no seu artigo 24º, que «a vida humana é inviolável».

«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?», é a pergunta que vai ser colocada aos eleitores a 11 de Fevereiro, igual à do referendo de 1998.

Para Jorge Miranda, se a intenção do legislador fosse a de despenalizar, «nem valeria a pena levar a questão a referendo», considerando que «na prática» já se verifica a despenalização, ao não existirem mulheres presas pela prática de aborto.

«Admite-se que, numa sociedade plural, uma parte entenda que [o aborto] não deve ser criminalizado. Mas essa parte não pode impor à outra que considere que um mal, um ilícito seja liberalizado», disse.

Notícia retirada do Site PORTUGAL DIÁRIO

sábado, janeiro 27, 2007

LÍDER DO CDS: O QUE ESTÁ EM CAUSA É A«BANALIZAÇÃO DO ABORTO»

O presidente do CDS/PP, Ribeiro e Castro, afirmou hoje, no Funchal, que o que está em causa no referendo de 11 de Fevereiro não é a liberalização mas a «banalização do aborto».

O líder nacional dos populares falava durante uma visita que dirigentes do CDS/PP efectuaram ao Abrigo de Nossa Senhora da Conceição, uma instituição na capital madeirense que acolhe cerca de 75 crianças, entre os cinco e os 18 anos, em situação de risco, 40 das quais em regime de internato.

Ribeiro e Castro declarou que o partido «tomou uma posição clara contra a liberalização total do aborto até às 10 semanas, por achar que a responsabilidade social do Estado é dar respostas sociais positivas que sejam um sinal de acolhimento à maternidade, paternidade e à criança».

«A criança já existe, é uma vida humana que tem de ser respeitada e não podemos ser indiferentes sobre uma violência sobre a mulher que é considerar o aborto como um meio contraceptivo», disse.

Ribeiro e Castro considerou ainda que este referendo é «uma proposta errada» que deve ser rejeitada porque a «atitude do Estado e da sociedade, em situação de carência e maior vulnerabilidade, é apoiar mais a mulher, a família, acolher a criança, recebê-la em instituições» como a que foi hoje visitada no Funchal pelos dirigentes populares.

Defendeu que devem ser reforçados os apoios, criticando a política contrária adoptada, recentemente, pelo governo do PS que «na última revisão da Lei de Bases da Segurança Social deixou de prever os apoios aos Centros de Apoio à Vida».

«São necessárias respostas positivas, correctas e efectivas aos problemas sociais, políticas sociais avançadas de informação, educação, apoios à paternidade, maternidade que dêem respostas de facto às necessidades das famílias que se cruzam com o problema do aborto clandestino», sustentou.

Ribeiro e Castro concluiu que as respostas da sociedade a este problema têm de ser «positivas, solidárias e não de indiferença».

Notícia retirada do Site DIÁRIO DIGITAL

É JÁ AMANHÃ!


É já amanhã que se espera uma adesão elevada a esta iniciativa de todos os Movimentos e grupos de cidadãos que defendem o NÃO neste próximo Referendo.
Porque se existem causas pelas quais devemos dar a cara, esta é uma delas.
Vamos todos defender a VIDA!

A QUEM INTERESSA O ABORTO?

Uma das razões apontadas para o Sim ao Aborto é “oficializar”, enfim, regularizar algo que é feito um pouco à sucapa, na semi-clandestinidade, em condições de ilegalidade, etc. Vamos partir do pressuposto abortista de que a vida intra-uterina tem um valor muito relativo. Vamos considerar que o aborto é a válvula de escape para as situações em que os anticonceptivos falharam ou não foram devidamente utilizados. Um filho implica muita coisa, desde um enquadramento familiar minimamente estável, alimentação, fraldas, depois a escola, os brinquedos, mais espaço em casa, mais tarde terá que ter playstation, depois o “iPod”, enfim a mota, o carro, dinheiro para a discoteca, etc. Sustentar todo esse percurso económico é um fardo pesado a pagar como resultado de um relacionamento ocasional ou de uma relação entre jovens adolescentes. E mesmo para um casal estável que planeou 2 filhos, o 3º ou 4º pode ser uma surpresa problemática. Mais, na generalidade dos países europeus o aborto não é tabu, não é sequer uma questão na ordem do dia. É preciso, faz-se. O Estado paga, ou mais ou menos, mas não há cá problemas de consciência. Vamos então tornar Portugal esse país normal e moderno, igualzinho aos outros todos, sem problemas éticos nem morais, e sem tabus sexuais. Quem quer faz, quem não quer não faz. Democracia, modernidade, liberdade total de escolha. Finalmente!

Finalmente? Mas atenção, Portugal!... atenção Europa!... As maternidades são encerradas, as escolas vão fechando, a natalidade cai a pique, a economia vai definhando também, aqui e no resto da Europa. Os divórcios sucedem-se, os jovens drogam-se, cada um vive para seu lado. Pode não ter nada a ver, mas... quem sabe se não teremos liberdade a mais? Visto que o aborto vai ser mais um serviço à nossa disposição, vamos utilizar. Não nos esqueçamos, porém, de que os recursos são limitados. Se queremos ajudar as mulheres pobres a abortar, para não terem um rancho de filhos, então se calhar era melhor liberalizar só para determinados escalões de rendimento, para desempregados, para os do rendimento mínimo. Mas assim, visto que é para todos, vai saír muito mais caro. Reduz-se nas outras despesas? Num país em que as urgências fecham, em que os idosos recebem pensões que não chegam para medicamentos, num país em que os socorros demoram 6 horas a chegar ao Alentejo interior ou 3 horas a chegar a pescadores em aflição a 200 metros da praia... E a vacina contra o cancro do cólo do útero? Também vai custar caro, o SNS não vai conseguir comparticipar. Porque não optar pela vacina em vez de financiar o aborto?

Dizer Não ao Aborto é do interesse de todos, a todos os níveis. Introduz uma certa moralização na vida pública e até política: quase todos os partidos aceitam com mais ou menos entusiasmo o Sim ao aborto, é uma boa oportunidade de dizermos que estamos fartos de oportunistas nos partidos e de que há mais cidadania para lá dos partidos! É também obrigar a comunicação social a pensar duas vezes antes de “cozinharem” as nossa próprias opiniões nas redacções. Estamos fartos de ser usados e manipulados por jornalistas sem escrúpulos, e por gente bem pensante sempre na vanguarda! Dizer Não mostra também que Portugal não é um país como os outros, quando quer é diferente, e para melhor, e pensa pela sua própria cabeça, dizer Não é uma forma de afirmação nacional! De resto os outros seguir-nos-ão mais cedo ou mais tarde: na Alemanha gastam rios de dinheiro com o aborto e agora gastam rios de dinheiro a subsidiar nascimentos, e ainda não perceberam o equívoco. Vamos nós seguir este exemplo de desperdício? Por fim, dizer Não ao aborto é dar força à família, aos pais responsáveis face aos jovens com dúvidas, é dar força aos mais velhos e aos seus princípios, é dar coesão aos casais. É também defender os jovens deles próprios e dos seus impulsos irreflectidos, é dar-lhes mecanismos de protecção para poderem dizer não, quando necessário. É criar responsabilidade para evitar disparates. É até ajudar a combater a prostituição e o submundo a ela ligado, e é, por fim, uma questão de elementar bom-senso. Ahhh... e… já agora, dizer Não ao aborto é respeitar a vida, por muito insignificante que isso pareça!

João Paulo Geada

In Comarca de Arganil

Texto retirado do Blog da ADAV-VISEU

MAIS UM CONTRIBUTO PELO "NÃO"

A"questão do aborto" em Portugal é uma história já adulta. Há mais de 20 anos, quando
alguns dos actuais eleitores não eram sequer nascidos, a discussão centrava-se à volta do
início da vida humana. Por um lado, os pró-vida argumentavam que esta começava no
princípio, na concepção. Por outro lado, os pró-escolha defendiam que ninguém sabia
quando começava a vida humana, e um "conjunto de células" nas primeiras semanas de
gravidez não o era certamente. Os dados científicos eram escassos e havia um grande
desconhecimento sobre o desenvolvimento do feto.
Há oito anos o primeiro referendo sobre a IVG (interrupção voluntária da gravidez em
PPC, português politicamente correcto) mostrou uma clivagem entre a opinião pública e
a publicada: teve uma abstenção superior a 70 por cento e o "não" ganhou.
Nos últimos oito anos assistimos a várias tentativas de colocar a questão do aborto na
agenda política. O "flagelo do aborto clandestino" foi considerado argumento principal,
apesar de os escassos e incompletos dados oficiais mostrarem um número reduzido de
internamentos por complicações de aborto fora do quadro legal (1426 internamentos em
2004, 89 por cento por aborto incompleto ou retido, apenas 56 infecções e ausência de
mortalidade; dados da Direcção-Geral de Saúde). Foi-nos repetidamente perguntado se
queríamos "mandar as mulheres para a prisão". Contudo, as poucas mulheres julgadas
até hoje tinham todas abortado com mais de dez semanas de gravidez e daí não
resultaram penas de prisão. A eventual legalização do aborto até às dez semanas "por
opção da mulher" criminaliza-o a partir das dez semanas e um dia, pelo que estas
questões da humilhação, julgamento e eventual condenação se mantêm a partir daí.
A mãe deve ser compreendida e ajudada, mas não podemos desviar a nossa atenção da
outra vida em questão, a do feto, que, por ser frágil e indefesa, depende da nossa
protecção. Porque actualmente, passados mais de 20 anos, já não pode ser dito que o
feto não é vida, pois a ciência mostrou-o de um modo claro e comovente. Pode causar
surpresa a alguns, mas é hoje consensual entre a comunidade científica que, às dez
semanas (para aplicar o limite arbitrariamente proposto pelo actual referendo), o tal
"conjunto de células" se encontra organizado de um modo que é impossível não ser
reconhecido como um ser humano
Avanços recentes na cardiologia fetal mostram que o desenvolvimento do coração
ocorre entre as três e as seis semanas de gestação, e que por volta do 20.º dia este já
bate. Entre a 8.ª e a 9.ª semana, o coração está formado com as estruturas cardíacas,
ocupando já as posições e realizando as suas funções definitivas. Às dez semanas, o
coração do feto assemelha-se muito ao coração adulto, quer externa, quer internamente.
As mais delicadas estruturas cardíacas, como os milimétricos folhetos da válvula
aórtica, estão formadas e vão continuar a sua maturação e diferenciação. Às dez
semanas, a função circulatória está estabelecida e só vai alterar-se após o bebé nascer,
com a adaptação à respiração. O coração bate com regularidade e variabilidade, e a
complexidade das funções sistólica e diastólica é comparável à dos adultos.
Sem estigmatizar as grávidas, antes acolhendo-as e aos seus bebés, é nosso dever como
profissionais de saúde tornar as "barrigas transparentes", de modo a ajudar os
portugueses a compreender que lá dentro está uma pessoa, que, se tiver dez semanas de
gestação, tem um coração que bateu 870 vezes durante a leitura deste artigo.
José Diogo Ferreira Martins - Cardiologista pediátrico

Texto retirado do site do Movimento Não Obrigada

A OPINIÃO DE UM MÉDICO

Tenho um problema.

Quando tento reflectir nos direitos dos embriões humanos, não consigo deixar de considerá-los como seres humanos, com tantos direitos, dignidade e merecendo ser protegidos, como qualquer recém-nascido. Apesar de estarem escondidos dentro da barriga da mãe e não os vermos, isso não invalida esta minha convicção. Como outros já disseram, e bem, “a não ser que possamos apontar um momento definido, na passagem da concepção até ao nascimento, que marque a emergência da pessoa humana (...) devemos encarar o embrião como tendo a mesma inviolabilidade que um ser humano completamente desenvolvido”1. Compreendo que nem todos pensem assim. Mas acho que tenho o direito de, pessoalmente, considerar o embrião humano como tendo os mesmos direitos, dignidade e inviolabilidade que qualquer outro ser humano. Espero que, mesmo os que não concordem com isto, me reconheçam o direito de pensar assim.

Mas pensar assim faz-me ter um problema.

É que, se eu penso assim, tenho que considerar qualquer aborto como um homicídio, por representar a morte propositada de um ser humano. É verdade que eu não vejo esse ser humano. É verdade que ele (ou ela) não se pode defender. Mas é um ser humano. E assim como não acho permissível que se mate um recém-nascido por ter uma doença incurável ou por a mãe não o poder (ou querer) criar, também não acho permissível a interrupção voluntária da gravidez em qualquer uma destas circunstâncias. Bem sei que isso permite a continuação de abortos em clandestinidade, com consequências graves para a saúde das mulheres, que os fazem em Espanha e em muitos outros países “desenvolvidos”, que há mulheres que acham que, por terem os embriões dentro de si, têm o direito de os eliminar. Mas gostaria que compreendessem isto: se eu acho que o embrião humano tem os mesmos direitos que um recém-nascido, não posso concordar que o matem, mesmo que isso sirva objectivos nobres, como evitar abortos clandestinos e situações socialmente complicadas.

Mas ainda tenho mais problemas.

É que, se eu penso assim, tenho que considerar como homicídio as técnicas de reprodução assistida que obrigam à produção de um número excedentário de embriões, que serão posteriormente eliminados... Eu sei que a vontade de ter um filho biológico é algo nobre e belo, e que ajudar um casal a cumprir essa vontade é um dos campos bonitos da medicina. Entendam que não tenho nada a opor às técnicas que não obrigam à eliminação de embriões. Mas as técnicas em que, à partida, obrigatoriamente, se vão produzir embriões em excesso (para aumentar as probabilidades de sucesso), para depois os eliminar, essas, para mim, em coerência com aquilo que afirmo no início, terão que ser homicídio.

E os meus problemas não acabam.

Agora, foi feita a descoberta que, usando células de embriões, que se colocam “em cultura” (destruindo os embriões que as originaram), poderá descobrir-se a cura para doenças tão importantes como a diabetes, o parkinson ou o alzheimer. Mas, pensando nisto, de novo sou obrigado a considerar estas técnicas como ... homicídios. Principalmente porque sei que há formas alternativas de estudar essas células, sem destruir embriões. Nos Estados Unidos, onde o presidente Bush não permite que se usem dinheiros federais para investigação nesta área, os cientistas estão todos muito zangados. Claro que o seu concorrente directo às próximas eleições, o Senador John Kerry aproveitou logo para dizer que, se for eleito, irá financiar investigação em que são produzidos embriões humanos com o único fim das suas células serem usadas para investigação médica (com consequente destruição dos embriões).

Os cientistas americanos são tão mais desenvolvidos do que nós! Até questionam uma lei de 1996 que proíbe o uso de fundos federais para “a criação de embrião ou embriões humanos para efeitos de investigação; ou ... investigação em que um embrião ou embriões humanos sejam destruídos, deitados fora ou propositadamente sujeitos a risco de lesão ou morte”2. Lendo e relendo esta lei, parece-me sempre que terá sido retirada de um filme futurista de ficção. Apesar de a lei não proibir a produção de embriões humanos para efeitos de investigação científica, mas apenas proibir o uso de dinheiros estatais para tal, é considerada retrógrada e, por isso, é agora posta em causa no país mais desenvolvido do mundo...

Tenho um problema.

Considero que um embrião humano, apesar de não se ver a olho nu, de depender do corpo da mãe e de não se poder defender, é um ser humano com tanto direito à vida como eu. Para ser coerente comigo próprio, tenho então que ser contra o aborto, certas técnicas de reprodução assistida e contra o uso de embriões humanos para investigação científica. Acho que os direitos de um ser humano não devem depender do “jeito” que nos dá ele não os ter... senão também dizíamos que os idosos, os deficientes profundos, os indigentes não tinham direitos (esperem lá, não havia alguém que, na 2ª guerra mundial, defendia isso mesmo?).

De acordo com alguns, nomeadamente o deputado do Bloco de Esquerda Francisco Louçã, isso faz de mim um hipócrita, fanático, medieval e anti-progresso.

Tenho um problema.

É que não percebo porque é que mereço esses adjectivos.


Tiago Tribolet de Abreu.
Médico, Assistente de Medicina Interna do Hospital do Espírito Santo-Évora.

Texto retirado do Blog do Movimento ALENTEJO PELO NÃO

MAIS UM MOVIMENTO PELO "NÃO"





Mais um Movimento pelo "NÃO" que descobri na Blogosfera, falo do Movimento DIZ QUE NÃO", que apresenta no seu Site as Razões que levaram esses cidadãos a serem uma voz activa na luta pela defesa da Vida, no seu Manifesto:

1. DIZ QUE NÃO!… Se acreditas que a vida humana não tem prazo de validade.

2. DIZ QUE NÃO! … Se acreditas que o aborto não é solução para as mulheres.

3. DIZ QUE NÃO! Se acreditas que a questão do aborto não deve ser um instrumento de guerras partidárias.

4. DIZ QUE NÃO! Se acreditas que a vida tem tanto valor às 10 semanas como às 11, ou às 20, ou ainda aos 2 anos, aos 25 ou aos 75 anos.

5. DIZ QUE NÃO! … Se acreditas que o aborto não é um método contraceptivo.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

«Não Obrigada»: protagonista é o «bebé»

O movimento contra o aborto «Plataforma Não Obrigada» defendeu hoje que o verdadeiro protagonista do referendo de dia 11 de Fevereiro é o «bebé» e defendeu que «ninguém tem direito a decidir entre a sua vida ou morte».

«Este protagonista pode chegar a qualquer lado, pode ser médico, técnico de câmara, jornalista, Presidente da República ou até Papa, mas para isso precisa de uma coisa:
que o deixem viver», disse o obstetra Álvaro Malta, citado pela agência Lusa, durante uma conferência organizada pela Plataforma Não Obrigada.

O movimento contra a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) fez questão de mostrar de forma «factual e científica» imagens de fetos desde o início da fecundação até às dez semanas, tempo de gestação abrangido pela despenalização.

«Às seis semanas já há um esboço dos membros, primeiro os superiores, depois os inferiores e através da ecografia já se consegue ouvir os batimentos cardíacos», explicou o também ecografista que já foi director de serviço na Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

«Às dez semanas que é aquilo que nos vão perguntar no referendo o sistema vascular periférico está perfeitamente formado, não é só o coração, os vasos sanguíneos mas também as veias», informou.

O especialista sublinhou que o feto já pesa, nesta altura, dez gramas, isto é, «em pouco dias já aumentou 40 mil vezes o seu tamanho», o que já não se verifica posteriormente até ao final da gravidez.

Marina do Vale, obstetra e apoiante da Plataforma «Não Obrigada», defendeu que o feto vai passar a ter cada vez maior visibilidade na sociedade, graças à melhoria das imagens que se podem obter das ecografias.

«Vamos começar a ver o feto com um aspecto mais humano, levando muitas pessoas a reencontrar nessa imagem um ser semelhante a ele e isso vai chocá-las», explicou.

Notícia retirada do Site Portugal Diário

quinta-feira, janeiro 25, 2007

MAIS UM CARTAZ PELO "NÃO"

Um excelente Blog de pessoas que se dedicam à defesa do "NÃO" e que merece uma visita atenta, é sem dúvida o Blogue do Não.

SOMOS MÉDICOS, POR ISSO NÃO!

A Sessão Aberta de Esclarecimento do movimento "Somos Médicos, Por isso Não!" é já neste sábado, dia 27, às 19:45h, na Alfândega do Porto.


Como é a vida às 10 semanas?
Aborto: que consequências para a mulher?
Promoção da Saúde: que mudanças propomos?

- Prof.ª Doutora Júlia Maciel
- Prof. Doutor Nuno Montenegro
- Dra. Manuela Cunha
- Prof. Doutor Adriano Vaz Serra
- Dra. Ana Tato
- Prof. Doutor Manuel Antunes
- Joana Monteiro e Filipa Bianchi

O programa e oradores falam por si! Não podemos faltar!

O PECEC (Processo de Estatização da Campanha em Curso)

“Não queremos partidarizar a campanha”, disse José Sócrates.

Pois não. Querem estatizá-la.

Se participar em acções pelo “sim” é um direito de qualquer eleito, já as declarações de Maria José Morgado sobre o nexo entre corrupção e aborto clandestino parecem bastante mais cinzentas. Para todos os efeitos, o poder judicial tomou posição num referendo que divide profundamente os portugueses. É certo que o Procurador-Geral da República veio esclarecer, entretanto, que a sua adjunta se pronunciara na qualidade de cidadã e jurista, mas ninguém ficou muito convencido. Afinal, qual é a autoridade da cidadã Maria José Morgado para falar de corrupção?

Mais grave, porém (a ser verdade a denúncia do líder do CDS, José Ribeiro e Castro), é o ofício emitido pela Direcção Regional de Saúde de Faro a aconselhar o voto no “sim”aos seus funcionários. Trata-se não só de usar a máquina do Estado para fazer campanha, mas de pura e simples coacção profissional. Ainda ninguém desmentiu o caso. E era bom que o Ministro da Saúde, tão loquaz em matérias conexas, viesse tranquilizar-nos.

O que é que se segue? Pedirem-nos uma fotocópia da cruzinha no “sim” para tirar a senha na repartição?

Texto retirado do Movimento Assim NÃO

terça-feira, janeiro 23, 2007

MAIS UM ARGUMENTO DO SIM: A PRETENSA HUMILHAÇÃO DAS MULHERES QUE ABORTAM...

Um dos argumentos do Sim é alterar a lei para nunca mais haver humilhação das mulheres que abortarem. Mais uma descarada falácia!
Se o Sim ganhar vai continuar a ser crime o aborto para além das 10 semanas.
Se o Sim ganhar vai continuar a ser crime o aborto realizado em vão de escada.
Se o Sim ganhar vai continuar a ser crime o aborto realizado em unidade de saúde não certificada para o efeito.
Então, esta liberação pretendida nada resolve, e mais complica a situação já dramática de mulheres que infelizmente poderão não ter condições psicológicas nem financeiras para levarem até ao fim as gravidezes. Porque este mesmo Estado que quer alterar a lei não as criou ou não as proporcionou. E indica como solução o aborto!

Texto retirado do Blog AÇORES PELA VIDA.

A HIPOCRISIA DO "SIM"

Este cartaz pode ser encontrado no site dos Jovens pelo Sim. Já cansa repetir isto mas cá vai mais uma vez: nos últimos 30 anos não houve nenhuma mulher presa por ter abortado até às 10 semanas.

Isto leva-me a pensar que haverá algum desnorte nas cabeças dos defensores do sim e não sabem que argumentos deverão usar para convencer as pessoas a votar na sua causa. Por isso recorrem constantemente a mentiras destas. Eu sugiro aos pró-aborto que se foquem nestes assuntos:

1. Tentem provar que não há vida humana até às 10 semanas.
2. Tentem provar que o aborto não aumenta com a liberalização.
3. Tentem provar que o aborto clandestino irá desaparecer.
4. Tentem explicar o que acontecerá às mulheres que abortam às 10 semanas e 1 dia.
5. Tentem provar que há mesmo 20 mil abortos ilegais por ano em Portugal.
6. Tentem provar que há 5 mil mulheres portuguesas a abortar em Espanha por ano.
7. Tentem provar que o aborto não influenciará as listas de espera para cirurgias.
8. Tentem provar que o nosso dinheiro não servirá para financiar clínicas espanholas.

Andar por aí a insinuar que há mulheres presas por aborto até às 10 semanas é uma barbaridade e só prejudica a vossa campanha. Quem vos avisa, vosso amigo é...

Texto retirado do Blog Direito a Viver.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

MAIS UM VÍDEO PELO "NÃO" AO ABORTO

Certas imagens podem ser chocantes, mas mais chocante é consentir que isto aconteça e nada fazer para o impedir.

À VOLTA DE UM CARTAZ

Temos visto nas ruas das nossas cidades, um cartaz colocado pelos favoráveis à liberalização do aborto. Fala da necessidade de acabar com a humilhação no dia 11 de Fevereiro.

Ficamos a entender que para eles a liberalização do Aborto se justifica porque é uma humilhação para as mulheres, ser considerado um crime o aborto, nas dez primeiras semanas e a pedido, sem qualquer outra razão.

É evidente que o cartaz só tem sentido porque os seus autores sabem que não há prisões de mulheres por aborto em Portugal e porque as penas aplicáveis nos últimos anos maioritariamente recaíram não sobre as grávidas mas sobre os outros “intervenientes” no processo, tão esquecidos nesta pré-campanha. Ou seja, não havendo grades para mostrar, descobriu-se que entrar nos Tribunais era já de si humilhante e justificativo para acabar com a lei.

O cartaz nesse sentido revela uma triste noção de Justiça que me deixa perplexo. Ir a Tribunal não é uma procura da Justiça mas é um acto humilhante! Procurar que “a Justiça se faça” não é uma tarefa essencial na sociedade moderna e civilizada, mas antes um menosprezo. No fundo estamos em crer que mesmo que houvesse uma absolvição para os que conceberam o cartaz isso também era uma humilhação!

Os nossos olhos porém ao olharem ao cartaz conseguem ver mais além. Na foto descortinamos uma mulher que se esconde. Tapa a cara. Essa parece ser a sua vergonha, a sua humilhação que se quis mostrar no cartaz. Ou seja, não é a presença nos Tribunais que está propriamente em causa, mas é antes esse momento ser fotografado.

Compreendo: há muitas pessoas que não gostam de ser retratadas nos seus actos privados. Têm o seu direito! Mais ainda quando essas fotografias se destinam a ser difundidas pela praça pública ou em órgãos de comunicação social!

Dito de outro modo, a ida daquela senhora só se tornou humilhante porque foi uma ida fotografada, utilizada pelos meios de comunicação social. Sabendo nós que os media só lá chegam quando alertados ou convocados, é fácil de ver que foram os movimentos pró-liberalização do aborto que chamaram fotógrafos, jornalistas ou operadores de rádio e televisão para estarem à porta do Tribunal a ver quem sai ou entra para ser julgado por crime de aborto. São os próprios proprietários do cartaz que incentivaram a foto que humilha a mulher que tapa a cara num julgamento para darem do facto notícia.

Mas essa humilhação provocada pelos próprios que agora se repugnam com a mesma, não acaba com a liberalização. Alguém julga que a mudança da lei vai acabar com humilhação da mulher que aborta, no sentido da exposição pública? Ou será que é ingénua a declaração ministerial a garantir a confidencialidade ou não confidencialidade de quem aborta em hospitais ou clínicas privadas?

A humilhação da mulher que aborta é aliás resultado dos problemas de consciência que muitas das mulheres têm quando abortam, independentemente de ser ou não legal. Só não terá problemas quem julga que está a “mandar na sua barriga”. Aliás veja-se até a perplexidade da questão em referendo que mantém o crime quando a mulher aborta fora de um estabelecimento de saúde, ou seja, quando esconde o que pratica!

Mas humilhação verdadeira e que deve ser acabada é a que sentimos por uma sociedade que apesar de acentuado declínio populacional, nada faz para salvar e assegurar o nascimento a tantas crianças cuja vida é terminada por um aborto.

Humilhação é sentir que há nascituros que não chegaram a nascer porque a sociedade não foi capaz de os amar e apoiar, permitindo o seu nascimento.

Isso é que é humilhação para uma sociedade que defende os direitos humanos!

Isso é que é humilhação para eliminar no referendo a 11 de Fevereiro!


Texto retirado do Blog Não Obrigada - Campanha Regional da Madeira

BASTA PEDIR? SERÁ ESSE O VALOR DA VIDA HUMANA?

Neste referendo estamos a falar da liberalização total e incondicional do aborto até às 10 semanas. Isto significa que até às 10 semanas basta o pedido da mãe para que o aborto seja efectuado. A mãe não precisa de invocar qualquer razão para justificar o seu pedido, basta querer o aborto. A mãe passa a ter total disponibilidade sobre o fim ou a continuação daquela vida. Sozinha.

Não estamos, por isso, a falar:

- de aborto livre depois das 10 semanas;

- de aborto na sequência de violação da mãe (actual lei já permite);

- de aborto no caso de má formação do bébé (actual lei já permite);

- de aborto na situação de risco para a saúde física e psíquica da mãe (actual lei já permite).

Isto significa que:

- a generalidade dos casos que foram a julgamento por prática de aborto continuarão a ir a
julgamento ainda que a proposta de lei venha a ser aprovada na sequência do referendo;

- até às 10 semanas não é pedido qualquer esforço de compatibilização entre valores opostos: não há que decidir entre a vida da mãe ou a da criança, entre o sofrimento imputável à mãe por ter de suportar uma gravidez fruto de violação e a vida da criança, entre o sofrimento de ter uma criança deficiente e a vida da criança. Basta pedir.

Texto retirado do site "Assim NÃO"

domingo, janeiro 21, 2007

PARECE ANEDOTA MAS INFELIZMENTE NÃO É

A vida humana terá menos valor do que o os ovos das cegonhas? Parece que sim...

O dr. José António Pinto Ribeiro, eminente jurista, afirmou que: "um ovo não é igual a um pinto, um ovo não tem os mesmos direitos do que um frango."
Pois não, ao que parece, um ovo poderá vir a ter mais direitos do que um feto humano até às 10 semanas. Veja-se o caso desta senhora que foi condenada por ter destruído ninhos com ovos de cegonha numa herdade do Alentejo.
Em Portugal (e noutros países) é crime destruir ovos de aves em risco de extinção. Se o "sim" vencer no dia 11 de Fevereiro, a vida de um feto humano terá menos valor do que a vida de um feto de uma cegonha.

Texto retirado do Blog Direito a Viver


NO FUNDO, TUDO SE RESUME A ISTO


MARQUES MENDES:MAIS UMA VOZ PELO "NÃO"


A liberdade exige responsabilidade. Neste caso, a responsabilidade de respeitar um princípio fundamental, consagrado na nossa Constituição.
É este o momento adequado para fundamentar a minha posição pessoal sobre a questão que vai ser submetida a referendo no próximo dia 11 de Fevereiro.
Mantenho a posição que assumi em 1998: o aborto provocado é, fora dos casos previstos na lei actual, um acto arbitrário e injustificado que destrói um ser humano.
É hoje inquestionável que o feto é membro da espécie humana, sendo um ser humano único, irrepetível e diferente de todos os outros. Como tal, merece respeito e protecção. É certo que se pode verificar um conflito de interesses entre o seu direito à vida e o direito da mulher à sua autonomia, princípio que também merece o meu apoio. De facto, não se pode contestar o direito da mulher a só conceber um filho se e quando o desejar, usando da sua plena liberdade e utilizando os métodos anticoncepcionais que entender. Só que esta escolha tem de ser feita, responsavelmente, antes da concepção livre de um novo ser. Se a concepção não for livre mas resultar, por exemplo, de violação, a lei já hoje admite, e bem, a realização de um aborto.
Mas, fora das situações que a lei já consagra, o direito da mulher à sua liberdade de escolha termina quando começa o direito à vida de um novo ser humano.
A liberdade exige responsabilidade. Neste caso, a responsabilidade de respeitar um princípio fundamental, consagrado na nossa Constituição: “A vida humana é inviolável.” (artigo 24.º) A legalização do aborto destrói um outro princípio fundamental da ética: os fins não justificam os meios. Ainda que a finalidade visada fosse resolver um problema e fosse porventura aceitável, meios intrinsecamente maus, sobretudo os que implicam a destruição de vidas humanas, não podem ser utilizados.
Na verdade, a vida humana individual não pode ser considerada nunca um meio ou instrumento. É sempre um fim em si mesma. É um valor superior a todos os outros, anterior e superior à própria lei e ao próprio Estado. A liberdade é certamente um valor muito importante, mas tem um limite absoluto que é o respeito pela vida dos outros seres humanos. Não ignoro, é certo, o problema social que é o aborto clandestino. Conheço-o e sou muito sensível a esse drama. Penso, todavia, que esse mal, que já foi reduzido em relação ao passado, se deve combater, como todos os males sociais e económicos, com medidas enérgicas, sociais, educativas e económicas. Será o caso da protecção da natalidade e da família, do planeamento familiar, da educação sexual dos jovens ou do incentivo à adopção de crianças não desejadas. Sei bem que este é um discurso recorrente e que, apesar disso, muito há ainda a fazer. E não desconheço que, nesta matéria, todos os Governos têm prometido muito e realizado pouco. Mas, fora esta responsabilidade que todos devemos partilhar, a questão central é esta: numa correcta hierarquia de valores a escolha só pode ser defender a vida, não destrui-la. E não se diga que esta é uma tarefa difícil. Também é difícil combater a corrupção, mas combatêmo-la. Não a legalizamos. Também é difícil combater o tráfico de droga, mas combatêmo-lo. Não o legalizamos.
O mal combate-se. Não se legaliza. Por maioria de razão, quando o bem a defender é uma vida humana.
Apesar de não haver em Portugal qualquer mulher presa pela prática de aborto, o argumento da prisão é reiteradamente esgrimido. Também aqui quero ser claro. Não concordo com aqueles que parecem querer confinar a legitimidade do Direito à sua eficácia absoluta, nem reduzo o Direito Penal à sua função repressiva. Ele tem uma função preventiva, dissuasora e, sobretudo, delimita fronteiras entre o que é ou não é lícito. Esta fronteira é essencial. Sem ela, corremos o risco de construir uma sociedade sem regras e sem valores. Coisa diferente é saber se, nestes casos, a pena de prisão é correcta. Não fujo, também, a esta questão e repito o que já antes afirmei: não sou favorável à pena de prisão para a mulher que decide abortar, seja antes ou depois das 10 semanas de gravidez. O que acho absolutamente incongruente na questão que está em referendo é que, até às 10 semanas, se afaste qualquer forma de penalização e que, às 10 semanas e um dia, se aplique a pena de prisão.
Para mim, a liberalização do aborto pode ter consequências graves. Promovendo-a, ela torna-se, como sublinhou um deputado do PS no debate de 1997, “um mecanismo de desresponsabilização social”.
Consagrando-a, ela traduzirá um sinal de facilidade, não uma ideia de responsabilidade.
Aprovando-a, estaremos a inverter as prioridades. Temos de nos preocupar em incentivar a natalidade, para combater o envelhecimento da população. Ao contrário, estamos a promover o aborto, instrumento de destruição de uma nova vida.
Em vez de ser um sinal de modernidade, como alguns dizem, ela pode ser um retrocesso cultural.
Uma sociedade moderna e responsável constrói-se com referências, valores e prioridades. É esta a minha convicção.
Por isso, votarei ‘não’ no referendo.
Luís Marques Mendes

Notícia retirada do Site Correio da Manhã

sábado, janeiro 20, 2007

PROFESSORES DE DIREITO DIZEM "NÃO"

40 professores de Direito, entre os quais Jorge Miranda, Marcelo Rebelo de Sousa, Barbosa de Melo, Costa Andrade, Cardoso da Costa, Menezes Cordeiro e Fausto de Quadros, tomam posição contra o aborto, com base na «inviabilidade da vida humana a partir do momento da concepção»
Professores das Faculdades de Direito, especialmente de Lisboa e Coimbra, de diversas correntes ideológicas, reuniram-se para subscrever um Manifesto pelo ‘Não’ ao referendo.
Para estes docentes, há um fundamento básico e incontestável: «A inviolabilidade da vida humana a partir do momento da concepção, o que hoje não é posto em causa nem pela Medicina nem pelo Direito».
O carácter inviolável da vida humana resulta, para eles, do artigo 24º, nº 1, da Constituição da República, e do Direito Internacional dos Direitos do Homem, ao qual Portugal se vinculou.
Neste grupo estão Jorge Miranda, Marcelo Rebelo de Sousa, António Barbosa de Melo, Manuel da Costa Andrade, José Manuel Cardoso da Costa, Fernando Alves Correia, Fausto de Quadros, Manuel Porto, Pedro Pais de Vasconcelos, Eduardo Vera-Cruz Pinto, Maria João Estorninho, Maria do Rosário Ramalho, Margarida Salema, Afonso d’Oliveira Martins, Rita Lobo Xavier, entre outros.

Texto retirado do Blog Pela Vida.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

NOVO CARTAZ

VIDAS EM RISCO...






Se o "SIM" vencer neste Referendo, vidas como estas, estarão em risco.
Trata-se de ecografias feitas a mães com gravidezes de 9-10 semanas.
Estas vidas serão tão desprezíveis que mereçam ser sacrificadas sem motivo?

RECADO...

Conheço um rapaz de 16 anos que está muito empenhado em defender a Vida. É um dos resistentes. Já vão perceber porquê.
Disse-me: "Deixe-me ir consigo a um debate. Eu quero saber como é. Eu quero dizer uma coisa." E pôs a sua ideia por escrito.
"Chamo-me "X" e frequento uma instituição de protecção de crianças e jovens. Soube que os defensores do "sim" ao aborto mencionaram que as crianças das instituições são infelizes, se calhar não deviam ter nascido. Aí é que se enganam. A minha mãe, apesar das dificuldades nunca abortou e é graças a eu estar numa instituição que eu tenho um caminho que me fará alguém na vida. Por isso, se não sabem, não falem, porque ninguém escolhe as suas raízes, não nasci num berço de ouro e não é por isso que deveria ser morto quando era indefeso. E agradeço a força da minha mãe por me ter deixado nascer para eu dizer a Portugal que as crianças institucionalizadas não são infelizes, eu pelo menos não sou e conheço outros que dizem o mesmo".

Texto retirado do Blog Norte pela Vida.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

MARIA JOSÉ MORGADO METEU ÁGUA...

Para a Procuradora-Geral Adjunta Maria José Morgado, «o aborto ilegal é um negócio que produz dinheiro sujo, que não é tributado».
Será que Maria José Morgado só defende a despenalização do aborto por motivos financeiros? O aborto legal ou ilegal, é um negócio, a única diferença é que o aborto ilegal não enche os cofres ao Estado...

No entanto, alertou Maria José Morgado, «a lei não é uma varinha mágica», sublinhando que os problemas sociais na base do aborto vão subsistir."
Minha cara senhora: a lei deveria ser a ultima ratio, melhor que punir sempre foi prevenir os comportamentos ilícitos.
Neste ponto do seu discurso, concordo consigo: a melhor forma de enfrentar o problema do aborto é enfrentar as causas que lhe estão subjacentes, legalizá-lo não o tornará um acto menos odioso, ele representa a morte com sofrimento de fetos humanos.

«Mas é desejável que existam regras, maior controlo, a clandestinidade é o vale-tudo», afirmou Morgado.
Por essa sua ordem de ideias, Doutora M.J.Morgado, igualmente a droga e a prostituição deveriam ser despenalizados, assim prestar-se-ia um serviço à Saúde Pública, não acha? E sempre o Estado poderia arrecadar mais umas receitas, tributando em sede de IRS as prostitutas, que tal?????

A Procuradora-Geral Adjunta, defensora do «sim» no referendo de 11 de Fevereiro, considerou a lei actual «injusta, excessiva e que não corresponde à censurabilidade social» da prática de aborto.
A lei actual é injusta??????? Concordo, é injusta na medida em que cria um vazio legal no que se refere à prevenção do aborto, injusta porque não preconiza medidas de Saúde Pública que minimizem as práticas abortivas, como uma melhor Educação Sexual dos nossos jovens antes de os mesmos iniciarem a sua vida sexual ou através de sessões de Planeamento Familiar para os casais saberem quais as alternativas existentes para evitarem gravidezes indesejáveis ou ainda através de uma Lei da Adopção com menos burocracia e que acautele os direitos das crianças nesse regime.
A lei actual é excessiva? Não posso estar mais em desacordo; a Lei actual cria excepções que no campo do Direito, da Ética e da Moral, preenchem cabalmente os desvios ao regime geral de punir criminalmente as práticas abortivas.
A lei actual não corresponde à censurabilidade social de quem pratica ou faz abortos? Será por isso que as imagens de abortos chocam tanto as pessoas? Será por isso que muitas mulheres que permitiram o aborto, tenham ficado com sequelas emocionais?

«A norma perdeu a força, mantê-la no Código Penal, para lá de ser uma hipocrisia, pode ser uma porta aberta para excessos totalitários», considerou Morgado, manifestando a sua concordância com uma «descriminalização relativa» do aborto até às dez semanas.
A norma não perdeu a força, cara Doutora; a incapacidade do Estado em a fazer cumprir é que faz com que a norma não tenha o alcance pretendido.
Hipocrisia é querer descriminalizar o aborto às 10 semanas; qual a diferença entre o prazo das 10 semanas e das 11 semanas? das 10 semanas ou das 16 semanas? Estamos a falar de uma vida em desenvolvimento e não de um objecto inanimado!
Porta aberta para abortos sem nexo, sem motivos fortes e sem respeito pela opinião dos pais, uma vez que o poder decisório para o aborto, até às 10 semanas, estará sempre nas mãos das mães, é o que poderá acontecer se o SIM vencer.

Não gostei da sua intervenção, Doutora Maria José Morgado...
Foi uma intervenção politizada e demasiado colada à opinião do Partido Socialista, ao fazer uma abordagem ao Aborto a soar demasiadamente a "falso" para ser credível.
Acabou assim, involuntariamente, por dar um contributo à Campanha do "NÃO", o que eu lhe agradeço.

Dia 11 de Fevereiro, a Vida tem de sair vencedora! O "NÃO" é a única resposta possível, para que a sociedade portuguesa não perca a sua humanidade!

quarta-feira, janeiro 17, 2007

AQUI EXISTE VIDA!

"Alguém tem dúvidas de que esta imagem é de uma vida humana?
Eu não tenho!

Nesta imagem está um ser humano, uma pessoa pequenina que, tal como nós merece Ter o Direito á vida!

Esta é a principal questão neste referendo. Quer retirar a pequenos seres humanos, a estas pessoas o seu direito á vida?

Não está em causa a despenalização, está em causa a banalização total do direito á vida.

Será que vai querer legitimar que o aborto passe a ser mais um contraceptivo?
Será que vai querer que vidas como esta sejam tratadas como meros apêndices ou sinais que são retirados só porque sim?

Embora muita gente tente fazer crer, esta questão não tem a ver com política, não tem a ver com religião... vem antes de tudo isso! Tem a ver com o mais básico e fundamental direito que nós possuímos: o Direito á vida!


Pela vida dia 11 de Fevereiro VOTE NÃO!"

P.S.: O texto que acabaram de ler, foi retirado de O Blog da Ka, mais um contributo nesta luta que está a mobilizar tantos bloguistas, pela defesa da VIDA.

terça-feira, janeiro 16, 2007

FOTOS DA VIDA







Belas imagens da vida intra-uterina, até ao nascimento de um bébé, tiradas do Site da Associação Missão:Vida.



O ABORTO NÃO É SOLUÇÃO PARA NADA

No site da Associação MISSÃO:VIDA, encontra-se um texto com 1o razões para a Mulher não abortar, mais um contributo para que dia 11 de Fevereiro a Vida saia vencedora; a própria palavra "aborto" já de si é uma razão, pela forte carga negativa que encerra, mas o seu significado, mancha de sangue as mãos de quem o pratica e/ou consente...

10 RAZÕES PARA NÃO ABORTAR

"As sociedades modernas têm observado nos últimos decénios mudanças profundas em todos os aspectos da vida, produzidas pelo desenvolvimento da ciência e da técnica. Verifica-se paralelamente uma perda de sentido da pessoa humana, o esquecimento da sua dignidade, encontrando-se a vida humana condicionada de formas diversas, fruto de uma mentalidade utilitarista, consequência da perda de critérios que conferem ao homem uma razão de fim. Portanto, não surpreende que nas mais variadas situações, a pessoa humana seja considerada, utilizada e manipulada como um simples meio para atingir fins profissionais, económicos, políticos ou sociais.

1. As condições que a lei prevê para a despenalização do aborto não o tornam moralmente desculpável mesmo nessas condições. Muitas situações da vida diária não são resolvidas em foro legal, mas na moralidade que rege as relações humanas.

2. Desde o momento em que se dá a fecundação passa a existir um novo ser humano, com património genético único, diferente de todos os que restantes seres humanos, cuja vida deve, desde esse instante, ser respeitada e protegida, pois o desenvolvimento humano é contínuo e sem mudanças qualitativas na sua dignidade. O facto de, em determinada fase da vida, o filho necessitar do ambiente do ventre materno para subsistir, não significa que este seja uma parte da mãe, não podendo por isso ela dispor do destino a dar à vida do filho.

3. A capacidade de sentir dor e responder a ela não se desenvolve a partir do nascimento: o feto responde desde muito cedo a mudanças de luz, ao calor, ao frio. A partir de poucas semanas o feto sente, pelo que o acto abortivo é doloroso e de grande sofrimento para a criança no ventre materno.

4. O aborto não é um problema de consciência individual da mãe nem do pai, pois afecta alguém que lhes é distinto: o filho concebido, realidade de uma vida que prevalece sobre o problema de consciência dos pais.

5. Para acabar com o problema do aborto é preciso lutar contra as suas causas; se uma mulher está em dificuldades, matar o filho não pode nem deve ser uma hipótese, quer seja legal ou não.

6. É verdade que a violação e o incesto são crimes terríveis que devem ser punidos mas a criança concebida – totalmente alheia a esses terrorismos - não deve ser morta. A dignidade e direitos de um Ser Humano não dependem das condições em que foi gerado, como não dependem da raça ou estrato social dos pais.

7. Na discussão sobre o aborto ignora-se o facto de que a concepção foi fruto de um acto sexual, regra geral voluntário, entre duas pessoas com capacidade de discernimento. A gravidez não é uma doença é a consequência da acção dos pais, que devem assumir as responsabilidades desse acto. Educar na responsabilidade é um dever de todos, que deve ser suportado pelo Estado.

8. Mesmo se durante as fases iniciais da vida um filho necessita de apoio dos pais, isto não faz dele um problema a eliminar. São inúmeros os exemplos de filhos que foram e são o suporte dos pais. A vida de quase todos os homens tem fases de maior dependência e outras de quase auto-suficiência. Contudo, em nenhum momento este facto confere a alguém o direito de terminar uma vida. O aborto não é a solução para um problema, é a eliminação de uma vida humana.

9. Todos os estudos demonstram que a realização de um aborto põe em risco a vida da mãe, em quaisquer condições jurídicas ou sanitárias, o que é sub-repticiamente ignorado quando se apresenta o aborto como solução. O número de mulheres que sofrem e morrem das complicações que resultam de um aborto, mesmo se é legal e praticado em ambiente Hospitalar, não pode ser ignorado. De facto mesmo com as tecnologias mais recentes, efectuando abortos em Hospitais, têm surgido nos EUA complicações fatais de abortos provocados.

10. Está demonstrado que provocar um aborto cria problemas psicológicos graves na mãe, e eventualmente no pai. Em todos os países em que é legal o aborto há legiões de mulheres em consultas de psiquiatria e em apoio psicológico por traumas psíquicos pós aborto. Ter parte na eliminação de outros seres humanos é um facto trágico e anti-natural para qualquer um. Por mais razões que se encontrem, a consciência do homem tem uma marca profunda – às vezes quase escondida – do respeito que a vida merece. O seu desrespeito, por mais que nos tentem convencer, fere o homem no mais íntimo da sua dignidade."