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quinta-feira, janeiro 18, 2007

MARIA JOSÉ MORGADO METEU ÁGUA...

Para a Procuradora-Geral Adjunta Maria José Morgado, «o aborto ilegal é um negócio que produz dinheiro sujo, que não é tributado».
Será que Maria José Morgado só defende a despenalização do aborto por motivos financeiros? O aborto legal ou ilegal, é um negócio, a única diferença é que o aborto ilegal não enche os cofres ao Estado...

No entanto, alertou Maria José Morgado, «a lei não é uma varinha mágica», sublinhando que os problemas sociais na base do aborto vão subsistir."
Minha cara senhora: a lei deveria ser a ultima ratio, melhor que punir sempre foi prevenir os comportamentos ilícitos.
Neste ponto do seu discurso, concordo consigo: a melhor forma de enfrentar o problema do aborto é enfrentar as causas que lhe estão subjacentes, legalizá-lo não o tornará um acto menos odioso, ele representa a morte com sofrimento de fetos humanos.

«Mas é desejável que existam regras, maior controlo, a clandestinidade é o vale-tudo», afirmou Morgado.
Por essa sua ordem de ideias, Doutora M.J.Morgado, igualmente a droga e a prostituição deveriam ser despenalizados, assim prestar-se-ia um serviço à Saúde Pública, não acha? E sempre o Estado poderia arrecadar mais umas receitas, tributando em sede de IRS as prostitutas, que tal?????

A Procuradora-Geral Adjunta, defensora do «sim» no referendo de 11 de Fevereiro, considerou a lei actual «injusta, excessiva e que não corresponde à censurabilidade social» da prática de aborto.
A lei actual é injusta??????? Concordo, é injusta na medida em que cria um vazio legal no que se refere à prevenção do aborto, injusta porque não preconiza medidas de Saúde Pública que minimizem as práticas abortivas, como uma melhor Educação Sexual dos nossos jovens antes de os mesmos iniciarem a sua vida sexual ou através de sessões de Planeamento Familiar para os casais saberem quais as alternativas existentes para evitarem gravidezes indesejáveis ou ainda através de uma Lei da Adopção com menos burocracia e que acautele os direitos das crianças nesse regime.
A lei actual é excessiva? Não posso estar mais em desacordo; a Lei actual cria excepções que no campo do Direito, da Ética e da Moral, preenchem cabalmente os desvios ao regime geral de punir criminalmente as práticas abortivas.
A lei actual não corresponde à censurabilidade social de quem pratica ou faz abortos? Será por isso que as imagens de abortos chocam tanto as pessoas? Será por isso que muitas mulheres que permitiram o aborto, tenham ficado com sequelas emocionais?

«A norma perdeu a força, mantê-la no Código Penal, para lá de ser uma hipocrisia, pode ser uma porta aberta para excessos totalitários», considerou Morgado, manifestando a sua concordância com uma «descriminalização relativa» do aborto até às dez semanas.
A norma não perdeu a força, cara Doutora; a incapacidade do Estado em a fazer cumprir é que faz com que a norma não tenha o alcance pretendido.
Hipocrisia é querer descriminalizar o aborto às 10 semanas; qual a diferença entre o prazo das 10 semanas e das 11 semanas? das 10 semanas ou das 16 semanas? Estamos a falar de uma vida em desenvolvimento e não de um objecto inanimado!
Porta aberta para abortos sem nexo, sem motivos fortes e sem respeito pela opinião dos pais, uma vez que o poder decisório para o aborto, até às 10 semanas, estará sempre nas mãos das mães, é o que poderá acontecer se o SIM vencer.

Não gostei da sua intervenção, Doutora Maria José Morgado...
Foi uma intervenção politizada e demasiado colada à opinião do Partido Socialista, ao fazer uma abordagem ao Aborto a soar demasiadamente a "falso" para ser credível.
Acabou assim, involuntariamente, por dar um contributo à Campanha do "NÃO", o que eu lhe agradeço.

Dia 11 de Fevereiro, a Vida tem de sair vencedora! O "NÃO" é a única resposta possível, para que a sociedade portuguesa não perca a sua humanidade!

5 comentários:

KA disse...

Caro knoppix,

Realmente é impressionante como se fala da existência das coisas sem nunca se ter feito nada para as corrigir.

REalmente um dos defeitos do nosso país é que ninguém é responsabilizado, muito menos quem nos governa e controla. Se Estes orgãos fossem controlados não haveria esta "palhaçada" de virem dizer que sabem da existência, sem no entanto fazerem nada para acabar com isto.

Ainda por cima me irrita mais saber que não só não fizeram nada, como ainda vão lutam para legalizar... enfim o nosso país no seu melhor

KA disse...

PArabéns pelo blog!!!

Pela Vida SEMPRE!!!

Dia 11 de Fevereiro voto NÃO!

Casemiro dos Plásticos disse...

nunca mais saimos do mesmo né?
só tacho...

geo disse...

so incompetencia...

Rafeiro Perfumado disse...

Eu espero é que ela não meta água noutro processo... ;)